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TOLERÂNCIA ZERO

"Policiais mortos em serviço. Crianças atingidas por balas perdidas ou por psicopatas em plena sala de aula. Motoristas sucumbindo em assaltos à mão armada. Residências arrombadas e saqueadas. Homens e mulheres feridos a tiros ou facadas. Cidadãos violentados pela insegurança pública. Brasileiros de bem enjaulados, amedrontados da própria sombra. Brasileiros do mal à solta pelas ruas, sem nada temer ou perder. Retrato de uma guerrilha urbana tendendo a não ter fim e que parece não preocupar nossos homens públicos. Governantes e parlamentares que circulam soberanos e incólumes com escoltas armadas, carros blindados e guarda-costas. Pode ser resultado da pobreza, do desemprego, da economia excludente, da má distribuição de renda. Mas também é fruto da falta de vontade política de policiar as ruas que estão cada vez mais proibidas ao cidadão de bem, em especial, à noite nas metrópoles e cidades de médio porte. A insegurança ultrapassou há muito o limite do tolerável. Em 2010, ocorrer...

RESPEITO COM OS SERVIDORES

"A partir da publicação, no início de março, do Relatório Resumido da Execução Orçamentária do Governo Federal, onde há o detalhamento das despesas e receitas da União em 2010, foi reiniciado um debate eivado de desinformação sobre as aposentadorias do funcionalismo público. Alguns dos principais veículos de comunicação abordam o assunto em seus editorais, cometendo leviandades e assacando aleivosias, atingindo de forma direta e gratuita o universo de cidadãos que, denodadamente, prestou, durante décadas, serviços à sociedade brasileira. Além disto, perpetram erros crassos decorrentes do mais profundo desconhecimento do tema ao qual pretendem dar ares de moralidade e pureza na direção de não sabemos que interesses. Mas, principalmente, parecem tentar colocar a sociedade contra o universo do funcionalismo. Em alguns casos, atribuem aos servidores as pechas de “integrantes de castas” e de “privilegiados”, como se os seus direitos e conquistas tivessem sido usurpados do povo ou ilega...

AS REDES SOCIAIS E VOCÊ

Você já ouviu falar de Msn, Sonico, Facebook, Orkut, MySpace, Via6, Hi5, Twitter, Linkedin, Flickr e inúmeras outras denominações do que se convencionou chamar de rede social? Se não ouviu, nem tem um perfil num destes sites de relacionamento interpessoal, empresarial, educacional, você está ficando obsoleto, atrasado, desatualizado, off-line (?!!). Aliado à enxurrada de novidades na área da comunicação, com destaque especial para os smartphones e tablets, o Planeta Terra ficou cada vez menor. Não bastasse a instantaneidade da informação que cruza continentes vertiginosamente, permitindo sabermos e acompanharmos on-line, com qualidade digital de som e imagem, acontecimentos do outro lado do mundo, ou às vezes, fora dele, como nas viagens dos ônibus espaciais, ainda temos uma efervescente ferramenta tecnológica de mobilização de massas. A internet assumiu uma importância e um poderio de tal ordem que, como se viu, ultimamente, na Tunísia, no Egito, na Líbia e em outros países do Oriente...

A CANETA E O BATOM

“As mulheres são imprevisíveis como a natureza. O homem se crê acima, mas as mulheres estão dentro. Elas ventam, chovem, sangram, elas têm inverno, verão, TPM, raiam com a luz da manhã ou brilham à noite, elas derrubam homens com terremotos, elas nos fazem apaixonados porque nelas buscamos um sentido que não chega jamais.” (Arnaldo Jabor) E o mais inequívoco reconhecimento é que o mundo existe graças a elas. Sucedendo a ocorrência mitificada nas Sagradas Escrituras, onde Eva foi criada a partir da costela de Adão, todos os demais seres humanos foram gerados por elas, que, sem sombra de dúvidas, deixaram há muito a condição de “sexo frágil”. No Leste Europeu já são maioria, com 100 mulheres para cada 88 homens. O Brasil acompanha esta tendência, com 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens (Censo 2010). Sendo que quase 22 milhões de lares brasileiros têm à frente uma mulher. Por um motivo especial, a comemoração será grande, na maior parte do território brasileiro, neste 8 de março. Depo...

"IMBRÓGLIO" DO MÍNIMO

"O primeiro grande embate do governo de Dilma Roussef com o Congresso Nacional e as chamadas “forças vivas” da sociedade acontece envolvendo a fixação do valor do salário mínimo válido para 2011. A “queda de braço” gira, de forma quase maniqueísta, em torno de mais R$ 5 ou R$ 10 ou R$ 35, como se estas cifras fossem resolver as mazelas da Nação subdesenvolvida, carente e desigual. Toda e qualquer decisão, inclusive a manutenção do texto já constante na Medida Provisória (MP) n°. 516, em vigor desde 1° de janeiro deste ano (R$ 540,00), será, como tem sido ao longo dos últimos tempos, uma desobediência inequívoca à Carta Magna brasileira. No Capítulo II, dos Direitos Sociais, da Constituição da República Federativa do Brasil, está determinado que o salário mínimo é um dos “direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social (Art. 7°)”. O Texto Maior definiu o que seria este salário mínimo como o valor “fixado em lei, nacionalmente ...

OLHO NO NOVO CONGRESSO

"A maioria vem das classes A e B, são quase cinqüentões - idade média de 47 anos, algumas dezenas deles (61) são proprietários de veículos de comunicação e mais da metade (54%) chega ao seu novo local de trabalho (?) com apoio e recursos vindos dos cofres de empreiteiras e construtoras. Este é o retrato do novo Congresso Nacional, integrado por 513 deputados federais e 81 senadores da República, que, neste fevereiro de 2011, dá o pontapé inicial na 54ª. Legislatura. No cipoal de siglas partidárias - mais de 20 - com assento na Câmara dos Deputados e mandatos até 31 de janeiro de 2015, há deputados das mais diversas formações acadêmicas, destacando-se as áreas do Direito e Engenharia, há personalidades e comediantes, mas as bancadas mais sólidas têm raízes empresarial, evangélica e sindical. Houve uma renovação de 45%, em média, nas duas Casas do Congresso, onde as mulheres seguem sendo minoria. Somente 45 (8,8%) na Câmara e, no Senado, contando as que já lá estavam, aumenta um pou...

PREVIDÊNCIA 8.8

"Quando o fato ou a notícia envolve Previdência ou aposentadoria, há sempre um alvoroço generalizado. Apreensões se multiplicam. Contribuintes e beneficiários ficam atentos. Empresários tentam se atualizar. Todos se agitam: trabalhadores da iniciativa privada e do setor público, autônomos, donas de casa e estudantes, empresários e agricultores, pessoas ocupadas formal ou informalmente, em geral. Enfim, todos os integrantes da chamada população economicamente ativa, os que estão próximos desta classificação e os que já dela saíram, por aposentadoria. Por que tudo isto e tanto interesse? Porque o Sistema Previdenciário brasileiro, seja público ou privado, social ou nem tanto, envolve a maioria expressiva da população e movimenta uma porção significativa do PIB nacional. Quando falamos ou ouvimos falar de Previdência, a maioria das pessoas pensa logo no Regime Geral administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, em nosso país, Previdência não é só isto. Previdênci...